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A ação docente com bebês e crianças pequenas

Este foi o título do 2º. Ciclo de Debates sobre infância e docência que aconteceu neste dia 04 de maio de 2016. O curso de Pedagogia recebeu a Profa. Dra. Rosinete Valdeci Schmitt, da Secretaria de Educação de Florianópolis (PMF) que veio refletir sobre o exercício da docência com bebês e a especificidade desses sujeitos tão pequenos em contextos coletivos de educação e cuidado.

A professora Rosinete iniciou falando da importância da ação docente da professora e da auxiliar de sala, as duas profissionais exercem a docência já que a relação de ambas com as crianças incide sobre a constituição da experiência individual e coletiva dos bebês.

A Profa. Problematizou a ação docente com crianças de zero a três anos e começou perguntando: Dá para dizer que bebê é de zero a três anos? O que diferencia crianças de meses de outras de dois anos ou três anos? Defende a utilização do termo bebês para dar visibilidade as especificidades destes grupos dentro da Educação Infantil. Bebês para crianças até um ano e meio, quando já adquirem mais autonomia nos movimentos e na linguagem oral, quando conseguem verbalizar o que querem. No entanto, não há consenso em torno destas idades.

Esclareceu sobre a multiplicidade simultânea de relações sociais e educativas que acontecem nos grupos de bebês. E essas relações educativas são permeadas pela dimensão do cuidado, portanto, é fundamental romper com a distinção entre o que é pedagógico e o que é de cuidado. Falou também da importância da intencionalidade pedagógica que se apresenta na forma como nos relacionamos com as crianças, como olhamos, como chamamos, pedimos licença, enfim, nessa atenção constante.

A constituição da ação docente é dialógica e a postura constante da professora mostra ao bebê o quanto ele é ouvido, respeitado. As ações de cuidado fazem parte do trabalho pedagógico da Educação Infantil  e estão presentes nas relações entre adultos e bebês na creche. É fundamental restar a atenção nas formas como essa relação é vivida. É necessário dar condições para que as crianças ampliem suas experiências.

Embora nos últimos anos tenha aumentado relativamente o número de pesquisas sobre e com os bebês, ainda há muito que pesquisar e discutir, já que o trabalho com essa faixa etária é recente e demanda de muita formação, respeito, ética, sensibilidade, escuta, comprometimento e trabalho coletivo.

Fonte/Foto: Coordenação do Curso de Pedagogia.

 

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